Túnel Santos-Guarujá ganha distinção global

Uma dança de número e de informações dificultou o processo inicial da construção da travessia Santos-Guarujá (SP). Originalmente seria uma ponte e, depois, houve a opção técnica e preferencial por um túnel submerso, destinado a aposentar o tradicional sistema de balsas naquela travessia.

 

A Dersa, que no começo do ano recebera propostas de cinco consórcios, que se propunham a começar a construção, revogou o edital por causa do cancelamento do financiamento da obra pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Contudo, o governo paulista conseguiu substituir o agente financeiro da operação pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e, com essa solução, definiu que até janeiro próximo poderá liberar a ordem de serviço para o começo das obras.
 

Perspectiva do que deverá ser o primeiro túnel submerso do Brasil: três faixas de rolagem de cada lado e cobrança de pedágio

 

O prêmio de Inovação em Infraestrutura Urbana
 

O projeto do Túnel Santos-Guarujá, sob responsabilidade da Dersa e do consórcio Engevix, Themag e Planservi, ganhou o prêmio 2014 de Inovação em Infraestrutura Urbana, no evento global da empresa de TI Bentley, realizado em Londres, Inglaterra, que apresentou os principais projetos de infraestrutura e dos setores de óleo e gás e mineração no mundo.

 

A Dersa informa que o custo do empreendimento, considerando a data-base de março de 2014, é de R$ 2,8 bilhões. É necessário salientar, no entanto,  que em seus primórdios, quando ainda se discutia se a travessia seria feita por ponte ou túnel, o custo estimado, para  esta última opção, era de R$ 1,3 bilhão; depois se evoluiu para R$ 2,5 bilhões e, mais tarde, para R$ 3,2 bilhões. Atualmente, a Dersa informa que o valor é aquele de R$ 2,8 bilhões, mas considerando a data-base mencionada.

 

Na tentativa anterior, 18 empresas, agregadas em cinco consórcios, se colocaram à disposição para fazer a obra. Dentre elas estava a Norberto Odebrecht, Queiroz Galvão, OAS, Camargo Corrêa, Andrade Gutierrez, CR Almeida, Mendes Júnior, Constran, Construcap, Encalso, Carioca Engenharia, além de empresas da Espanha, Holanda, Itália e Coreia do Sul.

 

Seja qual for a empresa, o fato é que o túnel trará uma tecnologia nova para o País. Ele será construído com seis módulos de concreto pré-moldados em uma doca seca no Guarujá. Em seguida, esses blocos serão rebocados por flutuantes até o local do túnel e, ali, submersos. A obra terá perto de 800 m de extensão. O governo paulista garante que ela poderá ser entregue, tão logo seja iniciada, em 44 meses. Pode entrar em operação, portanto, em meados de 2018. (Nildo Carlos Oliveira)



Terça-Feira, 29 de Janeiro de 2015
Fonte: Padrão


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